
O termo “leve” no autismo costuma tranquilizar quem está de fora, mas muitas vezes acaba apagando o esforço constante que a criança faz para se adaptar ao mundo ao seu redor.
Crianças no nível 1 podem se comunicar bem e aparentar autonomia, mas isso não significa ausência de dificuldade, porque por trás disso existe um cansaço real de tentar entender regras sociais implícitas, lidar com hipersensibilidades e manter um funcionamento que nem sempre é natural para elas.
Quando rotulamos como leve, corremos o risco de minimizar necessidades importantes, como terapias, adaptações no ambiente escolar e, principalmente, empatia nos momentos de sobrecarga.
Esse tipo de leitura pode fazer com que o sofrimento passe despercebido justamente por não ser tão visível quanto em outros níveis de suporte.
No fim, “leve” é muitas vezes uma percepção de quem observa, não de quem vive. Não confunda autonomia com ausência de sofrimento, porque todo nível de suporte merece respeito, escuta e cuidado.
Se você quer entender melhor o autismo de forma realista, informada e respeitosa, me siga para mais conteúdos educativos que ajudam a enxergar além do óbvio e a construir mais empatia no dia a dia.
Dr. Caio Cortes | Psiquiatra
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